domingo, dezembro 16, 2007
Estruturas
public static void main(String args[]){
ArvoreSearch myLife = new ArvoreSearch();
System.out.println( myLife.encontra(args[0]) );
}
}
> javac WhereIs.java
> java WhereIs MyYouthYears
> null
segunda-feira, outubro 08, 2007
Paradise Café

Já consigo jogar no Ubuntu o mítico "Paradise Café"! Para quem não sabe, "Paradise Café" é um jogo que foi desenvolvido para a zx Spectrum em 1985 na altura dos "programadores de quarto", neste caso, foi programado por um tal de Damatta. E quais são as melhores coisas deste jogo? É que é português e tem sexo e drogas e muitas cenas hilariantes como um gajo chamado Arnaldo que te vai ao cu se tu não pagares o que deves à prostituta e etc. Para os interessados, podem fazer o download do jogo aqui. Para arranjar emulador para windows basta pesquisar num motor de busca por emulador de zx Spectrum que encontram facilmente. Para utilizadores de Ubuntu, vão ao Synaptic e procurem por spectemu e instalem. Para jogar depois basta ir a linha de comandos, situem-se na pasta do jogo e escrevem xspect + [nome do jogo]. Ainda fica mais uma ajuda, teclas do jogo aqui. Divirtam-se !!!
quarta-feira, agosto 15, 2007
Somatórios
quinta-feira, julho 12, 2007
Missing Square e Fibonacci
"The missing square puzzle is an optical illusion used in mathematics classes, to help students reason about geometrical figures. It depicts two arrangements of shapes, each of which apparently forms a 13×5 right-angled triangle, but one of which has a 1×1 "hole" in it.
The key to the puzzle is the fact that neither of the 13×5 "triangles" has the same area as its component parts.
The four figures (the yellow, red, blue and green shapes) total 32 units of area, but the triangles are 13 wide and 5 tall, which equals 32.5 units. The blue triangle has a ratio of 5:2, while the red triangle has the ratio 8:3, and these are not the same ratio. So the apparent combined hypotenuse in each figure is actually bent.
The amount of bending is around 1/28th of a unit, which is difficult to see on the diagram of this puzzle. Note the grid point where the red and blue hypotenuses meet, and compare it to the same point on the other figure; the edge is slightly over or under the mark. Overlaying the hypotenuses from both figures results in a very thin parallelogram with the area of exactly one grid square, the same area "missing" from the second figure.
According to Martin Gardner, the puzzle was invented by a New York City amateur magician Paul Curry in 1953. Ever since, it has been known as Curry's paradox. The principle of a dissection paradox has however been known since the 1860s.
The integer dimensions of the parts of the puzzle (2, 3, 5, 8, 13) are successive Fibonacci numbers. Many other geometric dissection puzzles are based on a few simple properties of the famous Fibonacci sequence.
A simpler version of this puzzle (depicted in the animation) uses four equal quadrilaterals and a small square, which form a larger square. When the quadrilaterals are rotated about their centers they fill the space of the small square, although the total area of the figure seems unchanged. The apparent paradox is explained by the fact that the side of the new large square is a little smaller than the original one. If a is the side of the large square and θ is the angle between two opposing sides in each quadrilateral, then the quotient between the two areas is given by sec2θ − 1. For θ = 5°, this is approximately 1.00765, which corresponds to a difference of about 0.8%."
"In mathematics, the Fibonacci numbers form a sequence defined by the following recurrence relation:1. \\ \end{cases}">
That is, after two starting values, each number is the sum of the two preceding numbers. The first Fibonacci numbers (sequence A000045 in OEIS), also denoted as Fn, for n = 0, 1, … , are:
- 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377, 610, 987, 1597, 2584, 4181, 6765, 10946, 17711, 28657, 46368, 75025, 121393, 196418, 317811…"
domingo, março 25, 2007
O General Sem-Medo

O Programa da RTP, "Os Grandes Portugueses", trouxe a lume uma acesa discussão sobre qual é o maior português de sempre, tendo em conta "itens" como compaixão, liderança, etc.
Não quero aqui avaliar o programa nem sequer as escolhas dos portugueses, quero apenas apelar para que outros Grandes Portugueses não sejam esquecidos pois, afinal, a história também é feita de desconhecidos.
Ainda mais que isso, venho aqui prestar homenagem a um Grande Português de que ouvi falar nas aulas de história e que agora recordo por sugestão do meu pai.
"Humberto da Silva Delgado conhecido como o General Sem Medo (1906 — 1965) foi um general português da Força Aérea que corporizou o principal movimento de tentativa de derrube da ditadura salazarista através de eleições, tendo contudo sido derrotado nas urnas, num processo eleitoral fraudulento que desta forma deu a vitória ao candidato do regime ditatorial vigente, Américo Thomaz. [...] Devido à sua coragem de dizer em público palavras pouco respeitosas e agressivas para o regime e para Salazar, ele foi cognominado ora de “General sem Medo” ora de "General sem Juízo". Esta frase célebre incendiou os espíritos das pessoas oprimidas pelo regime salazarista que o apoiaram e o aclamaram durante a campanha (com particular destaque para a entusiástica recepção popular no Porto). Nas eleições presidenciais de 1958 acabou por ser derrotado graças à gigantesca fraude eleitoral montada pelo regime. [...] Desiludido com os sucessivos fracassos procura reconciliar-se com Salazar que por fim o convoca. Ao seu encontro, na fronteira Espanhola em Villanueva del Fresno (Espanha, nos arredores de Olivença), é enviado um comando da PIDE, liderado por Rosa Casaco que o assassinou a tiro, bem como à sua secretária. Morre assim na fronteira, sem ter conseguido regressar a Portugal, no dia 13 de Fevereiro de 1965."
sábado, março 10, 2007
In The Waiting Line
'Till your time
Ticking clock
Everyone stop
Everyone's saying different things to me
Different things to me
Everyone's saying different things to me
Different things to me
Woooohh
Do you believe
In what you see
There doesn't seem to be anybody else who agrees with me
Do you believe
In what you see
Motionless wheel
Nothing is real
Wasting my time
In the waiting line
Do you believe in
What you see
Nine to five
Living lies
Everyday
Stealing time
Everyone's taking everything they can
Everything they can
Everyone's taking everything they can
Everything they can
Woooohh
Do you believe
In what you feel
It doesn't seem to be anybody else who agrees with me
Do you believe
In what you see
Motionless wheel
Nothing is real
Wasting my time
In the waiting line
Do you believe
In what you see
Ah and I'll shout and I'll scream
But I'd rather not have seen
And i'll hide away for another day
Do you believe
In what you see
Motionless wheel
Nothing is real
Wasting my time
In the waiting line
Do you believe
In what you see
Everyone's saying different things to me
Different things to me
Different things to me
Different things to me
Different things to me
Everyone's taking everything they can
Everything they can"
domingo, fevereiro 11, 2007
Dias de Sol e Chuva
De entre todas as coisas que vi e senti, esta foi sem dúvida a pior…São sensivelmente quatro da tarde de uma tarde chuvosa de Fevereiro no belo e triste Cemitérios dos Amores. A razão de estar aqui? Estou no funeral da minha mãe. Para qualquer sítio que olhe só vejo o vazio… De um lado vejo os meus irmãos e cunhados, do outro vejo aquele infinito conjunto de tios, tias, primos e primas que não conheço nem quero ouvir falar. Todos fingem escutar o padre que solta as palavras mais que repetidas que enviam a minha mãe para a sua última moradia, a terra. Esforço-me por não chorar, por não mostrar aquilo que me apetece gritar… Infelizmente, consigo… Foi também assim com a visão enevoada pela lágrima que vi a minha mãe pela última vez. Foi assim que me despedi dela, ignorando que ela precisava de mim nos seus últimos dias. Não entendi na altura que ela precisava de alguém para a ajudar a concluir a história que era a sua existência. Ignorei-a, como todos a ignoraram, como a ignoram neste último dia aqui no cemitério…
Olho agora para o seu caixão de aparência aborrecida escolhido por uma das minhas tias. Lembro-me agora que a minha mão costumava dizer que queria que o seu funeral fosse um acontecimento alegre em que todos nos juntássemos a lembrá-la da pessoa que era… Não te preocupes mãe, os teus desejos foram mais uma vez esquecidos… Em vez disso, o padre está neste momento com as mãos levantadas para o céu a dizer que agora estás com Deus, que agora estás bem… Mas eu sei que não estás mãe. Aliás, sei que nem me ouves, aquilo que já não existe já não pode ouvir…
E eis que me assaltam de rompante os piores sentimentos que assombram o ser humano: a nostalgia e a saudade. Invadem-me primeiro com uma sensação de alegria fazendo-me recordar velhos tempos mas, pela mesma razão, sou também repentinamente atingido por um turbilhão de tristeza, pois tais tempos não voltarão, jamais. É esta a verdadeira essência do Homem, todos nós o sabemos, mesmo aqueles que não o admitem, todos nós sabemos que depois desta curta passagem neste antro a que chamamos vida não existe absolutamente nada. E é a olhar para trás, para aqueles breves momentos em que nos sentimos absolutos, que nos apercebemos do quanto não queríamos na realidade ter envelhecido, do quanto queríamos ter ficado iguais para todo o sempre. Lembro-me agora dos tempos em que passava os dias com os meus irmãos, quando o mundo era tão pequeno e fácil de compreender. Tardes e tardes de Verão que correram à velocidade do sonho, para agora surgirem na escuridão do pesadelo. O meu avô, vejo agora também o meu avô… Recordo a pergunta: porque têm as pessoas de morrer? O momento em que aprendi a andar de bicicleta, a primeira noite passada fora com os amigos, a primeira vez que gostei de uma rapariga, os luares das quentes noites de Verão que consigo sentir agora no meu corpo, como se a lembrança passasse a realidade, mas só por breves instantes.
Lembro-me também da minha mãe quando era mais nova, também sinto agora a sua mão a acariciar-me a cara. “Agora está tudo bem,” – dizia-me ela – “está tudo bem, estou aqui.”
Mas já não estás mãe, já não estás… Tal como já não estão aqueles tempos em que mandávamos no tempo e em que tratávamos o céu por tu. Estes tempos existem somente na minha memória até que esta deixe também de existir… Pois para quê? Para quê isto tudo, se amanhã não estou cá e nada disto fez a diferença. Então, para quê isto? Para quê isto?
O caixão desceu à terra, adeus mãe. Tenho de ir embora, começou agora a chover de novo …
terça-feira, janeiro 30, 2007
Pois é, ainda existimos algures...
Para quem não percebe pela imagem, está escrito:
Título: Diários de um Percurso
Editor: Associação Meridional de Cultura
ISBN: 972-9044-67-8
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Knock, Knock, Knock...

Há uma coisa que me confunde há muito tempo...
Por vezes, quando morre alguém, eu pergunto: "Quem morreu?", e por muitas vezes a resposta é:
"Um velho (ou velha) qualquer do lar".
Muito bem,
. Esta pessoa não tem nome?
. Esta pessoa está assim tão isolada que nem chega a ser, realmente, pessoa? Não passa de um velho ou velha qualquer do lar?
. Esta pessoa não será a mesma pessoa que todos nós poderemos vir a ser daqui a muitos anos?
terça-feira, janeiro 23, 2007
quarta-feira, janeiro 17, 2007
segunda-feira, janeiro 08, 2007
sábado, janeiro 06, 2007
E esta hein?
"Temos 21 galinhas. Temos que as pôr em 4 galinheiros, e cada um dos galinheiros terá que conter um número ímpar de galinhas."
No meu ponto de vista, este problema não tem solução, pois trata-se da soma de 4 números ímpares, e como:
e
par + par = par
E vocês, o que acham?
sábado, dezembro 30, 2006
E se vos fizessem esta pergunta?
Bem, eu consigo responder: o livro, "O Estrangeiro", de Albert Camus. O filme, "Lost in Translation", de Sofia Coppola. A música, "Winds of Change", Scorpions.
E vocês, que responderiam?
terça-feira, dezembro 26, 2006
O Cabrão Safou-se

O cabrão safou-se. O cabrão safava-se sempre. Mesmo antes, quando brincávamos na lama. Eu, ele, a Dora, os três a brincar na lama. Naquelas intermináveis tardes de Verão em que o Sol se cruzava com a totalidade e a totalidade se cruzava connosco. A mãe Luísa chamava-nos, mas nós não íamos. Ficávamos lá os três na lama, no Sol e na totalidade… Pelo menos até a mãe nos ir buscar, irritada, com os seus gordos braços apoiados nas ancas, a tentar imitar a posição de zangada da sua mãe. Mandou-nos para dentro de casa, onde eu e Dora pagávamos pelas espadas e escudos de uma vida de combate. E ele, com a sua face de anjo e cabelo louro de gladiador, safou-se. O cabrão safou-se. Ficou a olhar para nós, a sorrir. “Ele ainda é muito novo”, dizia a mãe. “Ainda não está na idade…”. O cabrão safava-se sempre.
E depois, quando estávamos os três no baloiço. Naquele baloiço tão bem pregado ao chão e tão bem pregado na memória, naquela que o vento e a chuva não levam. O baloiço passeava-se connosco, não como o senhor que leva a sua senhora a passear, mas sim como o sentimento sério do pai que leva a filha a dar a sua primeira volta pelo mundo. A campainha tocou. Uma, duas, três vezes… Nós continuámos a saborear o passeio com as estrelas e as nuvens, despreocupados, inocentes, crianças… E então a professora Luísa fartou-se de esperar. A rocha cedeu, deu lugar ao vazio. Pegou-nos aos dois, à Dora e a mim, pelas orelhas, a ele não. O cabrão safou-se. “Ele não é da tua turma”, explicou a Dona Luísa. “A professora dele que decida.”. O cabrão safava-se sempre.
E também alguns anos mais tarde, naquela noite de Verão, na praia. Na noite em que a água e a areia emanavam a brisa dos primeiros anos, a brisa do tudo e do nada, enfim, a brisa de Verão… Ele encontrou-a a ela, pequena mas bonita. Como a pequena concha que encontramos soterrada na areia molhada, a concha que primeiro nos aleijou o pé mas que depois guardamos na primeira prateleira do nosso quarto. Eu e Dora, gémeos de nascença e coração, observámos e relembrámos o quadro que se nos deparou: a praia, as rochas, a areia, ele e a pequena Luísa. A noite transformada na troca, a troca transformada em toda a vida. E depois da noite, o susto. O susto de uma só interrogação: estaria a criação a congeminar-se no ventre da pequena e bonita Luísa? Mas o cabrão safou-se. E até se safou com a bênção da mãe Luísa. O aborto foi dispendioso e perigoso, mas aconteceu. E ele, filho do segundo marido da nossa mãe, não foi sequer repreendido. O cabrão safava-se sempre.
Mas tudo isto foi esquecido, tudo foi atirado para trás, pois o destino havia esperado para lhe entregar algo ainda mais importante.
Há um ano atrás, na empresa. Na minha empresa, na empresa na qual trabalhava há já quinze anos, perdi o meu lugar, para ele. Não bastou ter-me morfoseiado na dedicação e devoção que na ficção encontramos em famílias e locais sofredores e sagrados. Nada disso bastou, a única coisa que basta é a sua presença, irritante e pouco discreta, como se fosse o ruir de uma montanha na qual só eu era atingido. O cabrão safou-se. Roubou-me o lugar. “Ele é mais eficiente”, desculpava-se a chefe Luísa. “É bom introduzir bom sangue jovem de vez em quando”. Mas só eu sabia que a eficiência dependia da condicionalidade, daqueles muitos “e se” da vida. O cabrão safava-se sempre.
E no final, quando lhe dei o tiro, ele tremeu, tremeu e caiu ao chão. Quando desisti de escalar a montanha e decidi deixar-me cair até ao chão: dei-lhe um tiro. A mãe Luísa já tinha morrido há muito tempo. Dora, minha metade e meu tudo, também já desaparecera com o maldito vício da nicotina. Eu, sozinho e desamparado, fiz aquilo que há muito pensara fazer, e que também outras tantas vezes tinha decidido fazer, mas nessas faltou-me a coragem. No entanto, desta vez, não abri nenhuma porta e não me escondi por detrás de nenhum armário. Não, desta vez percorri todo o corredor, sem nenhum tapete vermelho por baixo, é certo. Mas também nunca tivera nenhum. Fui descoberto, julgado e atirado para a cadeia, onde não resisti. Dois meses depois de ter entrado naquele antro de imundice, morri. Morri de solidão, morri de saudades, por Dora. Mas acima de tudo, morri de rancor para com Ele. Como, pensei eu, como não tinha eu pensado nisso? Como não pensei que a minha morte iria ser uma morte esquecida, uma morte desejada, enquanto que a sua morte seria uma morte muito relembrada, uma morte em hegemonia? O cabrão safou-se. O cabrão safava-se sempre.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
quinta-feira, dezembro 21, 2006
"You better run, you better take cover"

Imagina uma velha sentada à porta da sua casa.
Imagina também um velho deitado à sua beira, morto e refilão.
A velha não se levanta.
O velho não sai dali.
O velho também não se cala.
A velha apesar de não querer, não consegue deixar de o ouvir.
And... To crush a spirit is sooooo easy...






